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Morre Lidoka Martuscelli, seis meses antes ela fez vídeo defendendo a pílula do câncer

Postado por Simone de Moraes

23/07/2016 20:55


Crédito: Reprodução

Maria Lidia Martuscelli, a Lidoka, a Frenética, lutou bravamente contra um câncer de pele que resultou em metástase do cérebro. Seis meses antes de sua morte, a artista escreveu um poema sobre a Fosfoetanolamina Sintética, substância que ajudaria na cura da doença. No texto, Lidoka não poupa críticas ao governo que não liberou a substância.

A Frenética de 66 anos interpretou o poema e publicou em seu canal no Youtube. Foi o último vídeo postado pela cantora. Leia trechos de “Fosfo Menina”:

“Morte à vista, menina forte. 25 anos de pesquisa, um professor simplório justamente inglório descobre uma fórmula. Alunos competentes que seguem com ele se tornam cientistas eficientes. Com a nova descoberta presente no leite materno a Fosofoetanolamina sintética, a Fosfo menina. Em sua veste azul e branca, simples como o bem, valente como o amor, frondosa, generosa, guerreira como ninguém na busca da cura do mal. Nossos heróis buscando parcerias sob pancadarias. Heróos brasileiros considerados aqui curandeiros querendo somente doar o bem, manter a vida, doar a cura por mais dura, mesmo sem vintém. Fosfo liberada, menina relaxada, pacientes recuperados com a fórmula menina, tumores regredindo, as dores sumindo, mas o governador vendido caça a substância. Será em ultima instância curandeiros, como assim? Fácil responder, lucro, muita grana, dindin, metal, dinheiro, money… o vil metal, que tal? Pacientes caindo um a um como pinos de um boliche na mira do jogo sem defesa, colocados ali parados, inertes (…) Autoridades, senhores do poder, é isso mesmo? Liminares, cassações, serão você assassinos? Cuidado! Vocês poderão ser atacados. Os humanos serão atacados pelo câncer, pela morte que cresce numa epidemia não anunciada, uma epidemia descomunal, uma epidemia fatal. Eu sou o pino na mira de suas bolas matantes. Vão matar minha alegria com euforia? Duvido (…) Vão me deixar cair? Eu e uma multidão de pinos humanos? Soldados em luta sem arma, sem chance? NÃO! Não somos objetos, somos humanos. Cristo, olhai pra isto. Deus tenha piedade dessa gente careta e covarde!” .

Do Extra

Lidoka criticou duramente governantes que suspenderam pesquisas com substância
Lidoka criticou duramente governantes Foto: reprodução/facebook

Maria Lídia Martuscelli, a Lidoka, ex-integrante do grupo As Frenéticas, morreu na sexta-feira, 22, à noite. A cerimônia de cremação será no domingo, 24, às 15h. O filho da cantora e bailarina, Igor Machado anunciou a sua partida em seu perfil no Facebook, nesta madrugada: “Informo a todos que minha mãe, a eterna Frenética, voou à duas horas. Agora irá curtir as energias do céu! Que sorte tive em poder me despedir, aceitar e entender sua ida. Agradeço muto a todos, vocês ajudaram muito a seu espírito subir com paz. Foi super tranquilo, em paz. Como um passarinho, palavras do enfermeiro que estava acompanhando ela. Grande bj a todos!”

Lidoka tinha 66 anos e morreu em sua casa, na Zona Sul do Rio. Ela lutava há anos contra um câncer de pele. De acordo com ‘O Globo’, a artista teve um melanoma, mas havia sido curado. Em agosto de 2015, porém, ela descobriu uma “pinta nas costas”, que originou uma metástase, atingindo o cérebro.

Com As Frenéticas, Lidoka ajudou a imortalizar hits como “Dancing days”, “Perigosa” e outras letras emblemáticas das décadas de 1970 e 1980.

As Frenéticas: sucesso nos anos 70/80
As Frenéticas: sucesso nos anos 70/80 Foto: re