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Com a intenção de procurar provas, Moro converte prisão de Palocci em preventiva

Postado por Simone de Moraes

30/09/2016 18:41


Crédito: Reprodução

O juiz federal Sérgio Moro, acostumado a cometer ilegalidades com a cumplicidade do STF, converteu a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e de seu ex-assessor Branislav Kontic em prisão preventiva, quando não há data definida para que os investigados deixem a cadeia. A prisão temporária dos dois, de cinco dias, vence hoje (30).

Moro em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), acatou o pedido. O órgão também solicitou medidas cautelares para outro assessor de Palocci, Juscelino Dourado, que também foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato. Dourado será solto sob a condição de entregar passaportes, não deixar o país, não deixar sua residência por mais de 30 dias e comparecer a todos os autos do processo.

Segundo o despacho de Moro, a conversão da prisão de Palocci e Kontic, foi acatada por haver “boa prova de materialidade e de autoria” de ambos sobre os crimes investigados. Além disso, o juiz federal, como tem feito com a grande maioria dos investigados, considerou que a soltura de ambos poderia acarretar em “risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à instrução ou à investigação”, ignorando os princípios básicos da lei, além de ajudar nas manchetes contra o Partido dos Trabalhadores na semana da eleição.

Os advogados de defesa de Palocci também argumentaram sobre o  Código Eleitoral que restringe a prisão de eleitores desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da eleição, mas o juiz Moro não cumpre as leis e argumentou que “Ocorre que os investigados já estão presos desde 26 de setembro. A decretação da preventiva na presente data apenas alterará o título prisional, sem alteração da situação de fato”, argumentou o juiz.

 

 

 

Com informações da Agência Brasil